Catadores de Sonhos

“A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar”. (Eduardo Galeano)

CATADORES DE SONHOS teve sua estréia no Rio de Janeiro em 2011 no Teatro Gláucio Gil. Em agosto fez curta temporada no Teatro Municipal do Jockey. No mesmo ano, recebeu o Prêmio FUNARTE de Teatro Myriam Muniz para circulação com a peça pelo Brasil que em 2012 já esteve no SESC de Barra Mansa (RJ) no dia 15 de junho, estará no SESC São João de Meriti dia 11 de julho , 21-30 de setembro no Teatro Cacilda Becker no Rio de Janeiro e no Teatro Coletivo em São Paulo, dia 22 de novembro 2012.

A busca pelo sonho é o leitmotiv do espetáculo. Catadores de Sonhos discute o espaço da utopia nas relações humanas atuais e transita na fronteira de linguagens: teatro, dança, música, vídeo e alpinismo. “A pesquisa nos levou ao lugar da Utopia – tradicionalmente tida como intangível, mas nós revalorizamos esta idéia e pensamos sobre a Utopia como lugar do possível, uma zona de liberdade na qual a criação/construção depende só de nós. Os performers, incluindo os alpinistas, assumiram vários papéis, como “catadores de sonhos” que transitam através dos tempos e se apresentam como Catadores de sonhos que reaparecem como membros de movimentos artísticos e sociais. O espetáculo tem um formato inusitado, como de um dicionário e dialoga com cada espectador, permitindo suas próprias associações, questões e sensibilidades”.

Catadores de Sonhos propõe ao espectador uma troca sensorial: um espaço-tempo suspenso, lúdico, onde as instâncias do sonho e da utopia podem mais facilmente se manifestar. A expressão dos atores é baseada em técnicas contemporâneas de corpo e voz (teatro e dança) usando o alpinismo como técnica corporal. Alpinistas ‘dançam’ na parede de teatro e atuam no espaço vertical dentro sala, como diferentes personagens em relação aos atores, músicos e vídeo, que cria o cenário do espetáculo e mudando o espaço cênico.

O projeto aborda uma das mais complexas problemáticas contemporâneas: a vulnerabilidade dos laços sociais e a violência provocada por uma sociedade de consumo extremamente individualista. Exaltar questões ligadas à utopia e à necessidade humana de criar e alimentar sonhos, é também confrontar essa nova ordem fundada sobre a pressa do capitalismo liberal. É, acima de todas as coisas, questionar as premissas supostamente inquestionáveis do nosso modo de vida.

Em um momento em que vivemos o declínio de uma série de estruturas sociais e éticas, em que nos defrontamos diariamente com uma ordem econômica que acarreta miséria e desmoralização em massa, se torna vital a existência de projetos artísticos que possam interferir no silêncio e na cegueira social em que estamos submersos.

CATADORES DE SONHOS é fruto do encontro entre a diretora sérvia Jadranka Andjelic, que vive no Rio desde 2008 e artistas brasileiros. Através de oficinas e outros projetos, formou- se um grupo de artistas que colabora com a diretora e com a Seqüência filmes, músicas e cênicas como: atores Patrick Sampaio, Andrea Maciel, Ander Simões e Juliana Terra, criadora do audiovisual e cenário Eveline Costa, diretor musical Thiago Trajano, designer gráfico Rogerio Cavalcanti, figurinista Lydia Quintaes, entre outros. Esta mesma equipe, em 2009 recebeu o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz pelo espetáculo CIDADE IN/VISÍVEL que realizou em 2010 nos vagões do METRO do Rio de Janeiro.

O trabalho entre os artistas do teatro em torno da SEQUÊNCIA baseia-se na pesquisa e em técnicas do teatro contemporâneo. A diretora dedica-se a um intenso período de preparação dos atores, através de exercícios corporais e vocais por um longo período de criação, que envolve propostas e a criatividade de cada integrante. O produto final é sempre um espétaculo inédito, com música original e dramaturgia que surgem do processo de criação. Dentro do seu trabalho, a diretora aplica sua preciosa experiência e aprendizado com ODIN Teatro (Dinamarca) – os princípios de montagem do material dos atores, assim como sua pesquisa posterior e seus métodos de treinamento (“view-points”, exercícios com cordas e bambus desenvolvidos por Jadranka).

Direção e dramaturgia: Jadranka Andjelic / Atores: Andréa Maciel, Patrick Sampaio (Alexandre Rudáh) e Ander Simões/ Alpinistas: Filipe Edney/Cauê, Eduardo Rodrigues/Vinil / Audiovisual, Cenário e Objetos: Eveline Costa / Música, violão e direção musical: Thiago Trajano / Cello: Saulo Vignoli/Luciano Corrêa / Clarineta: Whatson Cardozo/Levi Chaves / Figurinos: Lydia Quintaes Iluminação: Dani Sanches / Assistência de Edição: Pedro Salim / Fotografia: Carol Chediak / Direção de Produção: Eveline Costa / Produção Executiva: Rodrigo Lopes

Prêmio FUNARTE de Teatro Myriam Muniz 2011 (circulação 2012).

Teatro Glaúcio Gil, Rio de Janeiro, 11 de Janeiro 2010 a 2 de fevereiro 2011 / Teatro Municipal do Jockey, Rio de Janeiro, 5 a 28 Agosto 2011 / SESC Barra Mansa, 15 de junho 2012, 19.00 e 21.00 horas  / SESC São Jõao de Meriti, 11 de julho 2012, 20.00 horas / Teatro Cacilda Becker, Rio de Janeiro, 21, 22, 23 e 29, 28, 30 de setembro 2012/ Teatro Coletivo, São Paulo, 22 de novembro 2012, 20.00 e 21.30 horas

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